Quatro dias de alegria, folia e puro prazer

A festa vem, possivelmente originária, dos rituais da fertilidade e pagãs nas colheitas, das celebrações à deusa Ísis e ao touro Ápis, no Egito, e a deusa Herta, passando pelos rituais Dionísiacos gregos e pelos Bacanais, Saturnais e Lupercais, às suntuosas orgias romanas.

No século VI, a igreja querendo dar um basta nessas festas libertárias, “que invertiam a ordem do cotidiano”, adotou-as e juntou todas na véspera da Quaresma (sempre acontece de sábado a terça-feira que antecede a quarentena da Páscoa.), passando a ser comemorada através de cultos oficiais, o que bania os “atos pecaminosos”. Tal modificação foi fortemente espantosa aos olhos do povo, já que fugia das reais origens da festa, como o festejo pela alegria e pelas conquistas.

No século XVII, os portugueses trouxeram a festa ao Brasil, conhecida como Entrudo e nada mais eram que brincadeira de corre-core e mela-mela de farinha, água e limão, pelas ruas. Depois surgiram as guerras de confetes, serpentinas e desfiles de pessoas fantasiadas e mascaradas.

Somente no século XIX que os blocos carnavalescos surgiram com carros decorados e pessoas fantasiadas da forma semelhante à de hoje. Em 1948, o sapateiro português José Nogueira de Azevedo Pereira, o Zé Pereira, saiu às tocando bumbo, originando-se assim, o primeiro bloco de rua. O povo brasileiro transformou o carnaval na maior festa do país. Com esta recepção, acrescentou-se vários estilos e ritmos o que a fez crescer em quantidade de participantes e qualidade.

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